sábado, 30 de janeiro de 2021

havaianas, ave!


                                
                               Para Lis 


ah havaianas ah

num lampejo os pés

seres que se aprazem

 

em tantos passos

vislumbrados se cobrem,

 

(cobrindo-se do amor antigo

de chinelos sem encantos

à produto de exportação)

 

sem deixar de mostrar detalhes

dos artelhos de unhas esmaltadas

 

dos chinelos de solado em palha de arroz

memória de agricultores japoneses

veio a inspiração

 

até se tornar um reclame na voz de chico Anísio:

"não deformam, não soltam as tiras

e não têm cheiro".

 

ah havaianas ah

num lampejo a caminho do sol 

se entrevê

um céu de distraídas ânsias! 


(José Carlos Sant Anna)

9 comentários:

  1. Oi
    adorei ter inspirado você nesse poema sobre a sandália mais popular e digna do nosso verão iluminado.
    Além do prestígio que me dá, dedicando-me !
    Tudo que leio aqui e que vem de ti é muito bonito.
    Obrigada não é bem a palavra_ é amei amei amei!
    meu abraço, Jcarlos

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  2. José Carlos,
    Adorei o poema alegre
    e inspirador.
    Quanto a seu comentário
    lá no Espelhando,
    digo que o Real Gabinete Português
    esta agendado e programado
    para a próxima publicação,
    tenho um experiencia pessoal
    com aquele lindo espaço.
    Bjins
    CatiahoAlc.

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  3. O lado baiano do seu coração e alma salvadorenses...

    Bom fim de semana e um S Valentim muito feliz.

    Abraço amigo.
    ~~~

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  4. Hoje tenho Salvador em proscénio junto a luzes de ribalta...

    E viva a cultura popular!

    Dias bons e felizes. Abraço cordial.
    ~~~~~~

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  5. rssss, aplausos!!!
    Não sei certo se aplaudí as queridas Havaianas ou ao poeta que se inspirou nelas e fez um belo poema!!!
    Quem não tem em sua casa uma, duas havaianas?
    É aquela coisa, "o que não está nos autos não está no mundo"; pois bem, "quem não tem uma havaiana está fora do mundo moderno!"
    Parabéns, professor, olha só, um poema para Havaianas!!!
    Um ótimo fim de semana... em CASA!
    BEIJO.

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  6. Para o poeta José Carlos Sant Ana, um chinelo antigo que mais tarde se tornaria a famosa havaiana requintada, é motivo suficiente para tocar as cordas da lira e esperar para que se concretize o poema. Mas, poeta é assim mesmo, vê um objeto ou um bichinho qualquer e logo reproduz o que foi visto com inimaginável beleza.
    Gostei muito do poema meu amigo.
    Uma boa semana.
    Grande abraço, com os cuidados com a saúde.

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  7. Boa noite!

    Hoje venho expressamente, para lhe desejar BOA PÁSCOA, a si e aos seus!

    Cumprimentos meus.

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