quinta-feira, 29 de maio de 2014

Meridianos



mãos vazias
e um meridiano
esquecido de si mesmo

como se
uma mensagem na garrafa
perdida no prosaico
sem limites
nas possibilidades
que se abre de chegar
a algum lugar
fosse a revelação do desejo

e no meio das perdas
onde tu não cabes
um coração
e a  falta de resposta
nas palavras que se negam
perdidas nas baías
são o leite das auroras
postergadas

e como se
o prosaico em direção 
ao aberto
ao vazio
ao livre
mesmo longe
estivesse à procura do lugar
do nome que me deste
na orla deste meridiano.

(José Carlos Sant Anna) 

meu outro blog 
www.souhospededoasturiasblogspot.com.br 

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17 comentários:

  1. Geografias poéticas com sensibilidade e melodia.
    Abraço caro amigo.

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  2. Belo de cabo a rabo!

    Beijo, caríssimo.

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  3. Divisões de um mundo que se quer arrumadinho, objeto de estudo.
    Valham-nos garrafas mensageiras fugindo às regras de tais divisões, perdas e ganhos por mundos nunca antes cartografados onde meridianos não têm entrada.
    Procura vã, esta de meridianos imaginários, fruto de réguas e compassos,
    alergia ao sentir.

    Beijos prosaicos.

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  4. [nunca entendo onde começa o dia
    nem onde termina a noite]


    beijo

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  5. A " linha do meio-dia " tão doce como sua escrita , José Carlos . Gostei demais . Beijos

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  6. Meridiano, divisão, limite, ser ou não ser, é ou não é, onde o amor, cadê você? Belas palavras e sugestivas intenções dormitam nas reticências...
    José Carlos, beijos!

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  7. Boa noite José.
    A busca ao almejado,bela poesia.
    Um més cheio de surpresas agradáveis .
    Beijos

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  8. Dizem que a Terra é redonda e que regressaremos sempre ao ponto de partida. Mas, de geografia nunca fui grande especialista, mesmo tendo feito no meu curso duas geografias... a geral e a económica. Enfim, vá lá a gente entender estas coisas do antigamente.
    Geografias e direcções de parte... o meu coração gostou de estar aqui, agradecendo e retribuindo visita ao meu blogue.

    Tudo de bom.

    :)
    ;)

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  9. Gostei muito do Aflores, de sua opiniões. Teu poema é lindo e merece todo a lindeza dele.
    Também gostei de estar aqui.

    Beijo pra vc;

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  10. Nunca nos bastamos com o que temos, ansiamos sempre por novas respostas...
    Mais um belo poema, José Carlos!

    Abraço

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  11. OI JOSÉ CARLOS!
    UM CORAÇÃO QUE BUSCAS RESPOSTAS, EM GARRAFAS JOGADAS AO MAR, ENTRE MERIDIANOS E CUJAS MÃOS PERMANECEM VAZIAS DELAS, POSTO QUE, NÃO AS HÁ.
    BONITO DEMAIS.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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  12. Estamos sempre em busca de algo, de preencher esse vazio, que as vezes nem é assim tão vazio...

    A sua poesia me encanta, José Carlos.

    Beijo.

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  13. o leite das auroras
    postergadas...

    Saio com isso. Levo comigo.

    Beijos,

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  14. (querido, acidentalmente, excluí um comentário teu num -post lá do blog DARDO. perdoa-me?)
    Que beleza passar por aqui!
    Adorável!
    Volto com mais tempo! Devo isso a mim!

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  15. Boa tarde José.
    Estava ausente aproveitando os belos momentos da vida.
    Fiquei um pouco ausente, peço desculpas por não avisar,mas os motivos foram os melhores possíveis,estávamos festejando algumas bençãos de Deus nas nossas vidas.
    Lindo final de semana.
    E ai como está o coração diante da copa,vamos ganhar rsrs.
    Um forte Abraço.

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  16. Boa tarde, José Carlos
    O meridiano que marca os limites, que separa. Tantos limites, tantas organizações, tantos nomes dados e as mãos continuam vazias.
    Abço amigo
    Carmem

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