sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Interlúdio do mirante para Julieta

Romeu e Julieta

                                       
Dupla caipira
catando limão doce 
no mato 
à luz das estrelas 
se não perder 
o tino 
pode dar um xote

Mesmo enfronhado
tanta nudez assanha
este poema
e sem um limão doce
não paga os restos
da prece
e ainda fico num dilema

entre o voo e o laço
Julieta assoma
no rosto é só 
martírio e cansaço

ainda assim
os corpos se abraçam
e se matam
em uníssono gozo
e único ato. 

(José Carlos Sant Anna)





14 comentários:

  1. Do que sei, ou presumo saber, Julieta morreu donzela e não se metia nos xotes.
    Ainda presumo que o seu amado fosse adolescente da mais fina educação.

    Vens tu e poetizas tudo em tempo actual e confundes-me.

    Gosto!

    Beijinho

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  2. ah... essa dupla caipira de Romeu e Julieta,tão afinada!

    beijo, poeta admirado!

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  3. Ah, que desfecho mais lindo!!!!! Aqui sentindo.............................................................................................

    Beijos, Poetaço!

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  4. ah o título é já para sinfonia
    os versos deleite


    abração

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  5. Que tom de humor leve. De primeira mesmo, SantAnna!

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  6. Poema bonito que assanha a imaginação.
    José Carlos, um beijo!

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  7. Olá! Esta é uma forma muito original e caipira de" poetar" o romance de Romeu e Julieta! Gostei mesmo. E agora uma pergunta: no Brasil existe limão doce? Em Portugal são sempre ácidos. Um abraço.

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  8. Bom dia Jose Carlos.
    Lindo poema.
    Uma abençoada semana.
    Abraços.

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  9. [bom que haja polpa e doçuras e flores no caminho]


    xero

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  10. Que o amor se realize sem traumas!

    Beijo pra vc.

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  11. Que fábula!

    E foram fugazes para sempre?

    Beijo, caríssimo*

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  12. De enlace em enlace, em busca do enlace fatal.
    És sempre envolvente, José Carlos.

    Abraço

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  13. Boa tarde José.
    Ainda assim
    os corpos se abraçam
    e se matam,acho que isso que é amor rsrs.
    Um maravilhoso fds.
    Beijos.

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