terça-feira, 19 de novembro de 2013

Improvisação para duas musas

Kandinsky - Improvisation 7

para Joelma Bittencourt e Tania Regina Contreiras


I.
Vital
que a pedra dure
e na eternidade
não haja
escassez do nada.

II
E se fosse uma foto
quente o teu olhar
violaria sem que
eu chamasse loucura
a tal atrevimento?

III
Oh! quanto lirismo
para falar de uma dor
que afaga

No olhar cinza
do último dia, o blues
de Nina realçava
o plúmbeo da despedida

Era o que eu não sabia. 

(José Carlos Sant Anna)

11 comentários:

  1. Tua sensibilidade me impressiona cada vez mais...
    É uma leitura tão dentro a tua da alma da gente que a gente é crente que voa!

    Beijos, poeta admirado! Obrigada pela lira que me eleva!

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  2. passeando nos arpejos do improviso
    solo para musas


    abraço

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  3. Dores que afagam e musas duplas...em concerto poético.

    Beijos

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  4. Poema tão sensível e bonito, José Carlos! Gostei muito dele.

    Beijo

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  5. Nossa, li primeiro lá no face, a Joelma, musa-poeta linda, postou. Eu fico muito emocionada, José Carlos... Ganhar um presente desse de um poeta que admiro tanto, que gosto tanto de ler, faz as nuvens negras do dia dissiparem-se e...só emoção!!!! <3 Obrigada, querido! Beijos.

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  6. José Carlos ,

    Bela homenagem às musas e lindíssimo presente para todos nós .
    Sua escrita fascina .
    Beijos

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  7. Quintana foi comparado a um anjo que quando descuidava ao vestir o casaco deixava as asas de fora.
    Penso que os poetas são todos anjos e esse poema tem asas ...
    Lindo ,Carlos
    abraço

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  8. Nostalgicamente lindo...José Carlos, um beijo!

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  9. É vital que tenha voltado para reler este belo improviso, muito bem eleborado.

    Beijos ao trio adorável*

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  10. Que doce maravilha,adorei ler. Beijinhos e fica com deus!!

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  11. Retornei à escassez do nada que se faz desnecessário em eternas pedras, em que olhares atrevidos enlouquecem por fotos sem negativo.

    Dores disfarçadas na lira inspirada em despedidas por adivinhar.

    Beijinhos

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