quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Dois poemetos



I
A nudez da palavra
se ergue
sem apagar as lágrimas
nas entrelinhas.

II
No dia em que
a solidão
não quiser mais
a minha companhia
vou dar graças 

[adeus]. 

(José Carlos Sant Anna)

16 comentários:

  1. Nada escapa a olhos atentos...

    Dois poemetos maravilhosos, José Carlos.

    Beijinho.

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  2. Olá José Carlos!
    Como é bonito saber escrever assim...
    Eu que sou apenas amante das palavras
    Pois casei com o cuidar
    Ao ler o que escreve fico sempre a sonhar
    Que um dia quem sabe...
    Hei-de secrever também assim
    Bjs

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  3. [ penso eu...
    a questão toda não é se é ou não é,
    ou se é isso ou aquilo.
    importante é o que dá para fazer.
    e você faz poesia. adoro]

    beij0

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  4. A-do-rei!!! Rápido na gatilho...

    Tu és surpreendente!

    Beijo, caríssimo queridão*

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  5. Despir as palavras deixá-las envergonhadas diante de total claridade.
    Bonito bonito abessa.

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  6. Duas situações que apresentam o Eu na sua lida com dois dos lados de sua essência: a palavra e a solidão!

    Belo texto, poeta admirado!

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  7. Também já pensei nisso, Josê Carlos..
    Mas não adianta pensar... A gente continua a fazer poiemas...

    Beijo!

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  8. Nudez e solidão, podem ou não rimar, mas as palavras de você rimam, sempre. Parabéns!

    Beijos da Luz.

    Afetos e Cumplicidades. Obrigada!

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  9. Palavras lindamente articuladas. Graças...adeus... Querido amigo, gostei! Beijos!

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  10. José Carlos , a blogosfera nos proporciona encontros que nos encantam . Foi assim que se deu comigo ao achar sua bela escrita no blog do
    AC , poeta que admiro . Já sou sua seguidora e virei alegrar minha alma neste espaço . Parabéns e obrigada . Abraços

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  11. Lembrei de um poema antigo, já quase de todo esquecido, que falava das pausas por onde escorriam as lágrimas. Belo poema, garoto! Você é gente grande escrevendo. Mas, olhando pela via Manoel de Barros, você é pequeno, menino, sábio...

    Beijos,

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  12. Há solidão que é nudez, há solidão travestido no mais felpudo dos casacos, há solidão que é libertação...
    Há, na tua escrita, um manusear de palavras com que me identifico. Gosto sempre, José Carlos.

    Abraço

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  13. ler-te, dou graças!

    Abraços, poeta

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  14. Eu não lhes chamaria 'poemetos'.

    É pura poesia e poemas de fazer inveja.

    Gosto muito!

    beijo

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