quarta-feira, 15 de maio de 2013

Convite: Lançamento do livro Big Brother Brasil e outros cordéis


                  O que se lê nas abas do livro

Se não é novidade para você, leitor, o universo mágico da poesia popular, alinhe-se para uma leitura de 11 textos carregados de humor e de ironia em que o cordelista Antonio Barreto, além de, permanentemente, indagar-se sobre questões sociais e de comportamento, revelando a um só tempo qualidade e alcance nas suas indagações, leva-nos também a refletir sobre o papel da literatura através da experiência de homem e de poeta encontrado em seus cordéis.

Embora os textos de cordel se inscrevam na linha do jornalismo popular, e o de Barreto não trilha caminho inverso, deve-se estar atento à sua capacidade de recriação das notícias, dos fatos, para que possamos apreciar a depuração de linguagem alcançada em cada um dos cordéis aqui enfeixados, sem perder o fio das tradições básicas. Basta olhar o modo como o cordelista, por exemplo, explora os fatos ligados à história de Maria Felipa, pois, na história dessa heroína, além do tratamento dado ao ritmo e às rimas, os fatos são narrados com leveza, graça e humor que cativam o leitor.

Sem desconhecer quanto são efêmeros os folhetos de cordel de fundo jornalístico, e os de Barreto não são exceção, suas contribuições são significativas no painel da história contemporânea em que se inscreve o autor.

São textos que revelam um amadurecimento tão grande do cordelista Antonio Barreto, que é leitura obrigatória para os seus admiradores, que não são poucos, quanto o é, a qualquer outro leitor, que aprecie um texto construído com verve e humor, como os que são apresentados aqui.
Boa leitura!

José Carlos Sant Anna
 Editor



5 comentários:

  1. vivas ao Barreto!
    o cordel é minha raiz, principalmente pela maneira peculiar que os poetas têm de nomear os livros, aquelas histórias fabulosas com títulos incríveis



    abraço

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  2. Repito o que disse o Assis Freitas: vivas ao Barreto!
    Grande abraço, JCarlos!

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  3. No fundo de mim, cordéis. Estão também na minha raiz.

    Beijos,

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  4. Do cordel tenho algumas memórias de infância - um tocador de concertina, na feira, a acompanhar os versos do folheto que tenta vender ao público - mas nunca com a dimensão com que é cultivado por aí. Por aquilo que me vai chegando, talvez o cordel represente a ingenuidade da filosofia.

    Abraço

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  5. http://www.youtube.com/watch?v=LUcB-upKKN0

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