segunda-feira, 1 de abril de 2013

Mais fundo seria se ondulasse





Uma clara
imagem farfalhando
abre a tua face
– placidez selvagem

De uma brevidade longa
o teu vestido

bandeira soberba em brasa
rio adentro raiz subaquática
resvala vaporoso

por entre as minhas mãos vazias
tremula imperecível

E a tua íris é uma baía
de água clara
arco eólico de fibras
de longe em longe
puro tecido

Tapete invisível da memória.


8 comentários:

  1. caraca véio, poemão
    de olhar e tatear e tontear



    abração

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  2. Tapete invisível a sustentar tanta emoção!
    Nossa, como gosta da sua escrita.
    Sigo calada, mas sigo viva!
    beijoss e saudadessssssssss

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  3. Há muita emoção em seus poemas, e isso atrai muito.
    Sempre vale a apena ler o que vc escreve.

    Um grande abraço.

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  4. De uma brevidade longa
    o teu vestido


    De paralisar a leitura...

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  5. Profundidade que anda de mãos dadas com o infinito. Paralisante é poder perscrutar tamanhos detalhes. Lembrou-me um pouco Zeca Baleiro.
    ''Eu quero ser exorcizado
    Pela água benta desse olhar infindo.
    Que bom é ser fotografado,
    Mas pelas retinas dos seus olhos lindos.''

    Encanta-me sua escrita. Repassa-me visualizações densas.

    Beijo.

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  6. o arco eólico de fibras pisca, pisca.
    Muito bom, JOsé!

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