segunda-feira, 25 de março de 2013

leve na dor que me vence levemente




doem-me os pés descalços na areia
rochedos musgos conchas
desamparados

e um pedaço da lua

adormeço coberto pelas suas carícias
porque não me apetece morrer 
no calor das pedras

o corpo, a chama, às vezes um suspiro,
a certeza de beber contigo em outros horizontes

e o sinal mais breve da dor que me vence
levemente.




7 comentários:


  1. Um embate entre o sentido da pele e as asas. E no voo ainda há um algo fisgante: dor?

    Belo poema, José Carlos, Um desamparo com mãos e carícias.

    Beijos,

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  2. a dor leve
    leva ou traz
    arde breve
    sem alarde



    abraços

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  3. "e o sinal mais breve da dor que me vence
    levemente."

    Bela imagem: dor e leveza. Gostei do seu novo blogue, José Carlos. Ando sumida mesmo, sem tempo, mas terei um grande prazer em sempre visitar esse seu espaço. Admiro muito você.

    Um grande abraço.

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  4. Também dessas levezas, experimento pedaços dos dias. Uma luva o seu poema e lindo.Bjo

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  5. etéreo o caminhar
    sentindo os músculos
    ...

    forte abraço.

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  6. Amorteço-me, vez ou outra, entre dores, que me levam, assim, leve. Compreendo, meu querido, sobre as asas, tão leves, das dores; tal como compreendo sobre as dores duras de uma quentura apaziguadora. Estes horizontes nos acalentam, provocando queimação entre nossos órgãos. Pois, nestas levezas quase que viciadoras, há o sonífero do travesseiro de plumas, quentinho, quentinho... Um inferno e um paraíso, quase que pontos cruciais para se fazer uma bela música.

    Muito belo!
    Sigo-te daqui, avante ao infinito.

    Abraços.

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