sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

fiquei sem o meu violão. e agora?


imagem da internet

aquela felina roeu os meus andrajos e soletrou entre as sombras da madrugada a palavra umbigo trocentas vezes antes de escovar os dentes com Kolynos. depois esticou o pescoço, como se fosse uma girafa, para ler o que eu escrevia no muro do que restou da utopia de nós dois, após os enganos dos nossos banquetes. como eu nunca soube que a loucura tivesse orgasmo, arrastei as fissuras do nosso caso para debaixo do tapete e, subitamente, bolerei num perfeito idioleto uma canção de tédio para as nuvens tensas que pairavam sobre a minha cabeça enquanto ela fugia levando o meu violão.





5 comentários:

  1. Gostei muito dessa forma solta como escreveste, José Carlos, a leitura fluiu tão agradável, que
    nem dei-me conta quando o texto terminou! As imagens que utilizaste dão ao texto uma certa ironia mesclada com um fino senso de humor :)

    Não sabia que estavas com esse novo espaço...!?

    beijoss

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  2. https://www.youtube.com/watch?v=NLjIPbBaNY4

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  3. Por mais enganos que cometemos, sempre nos levam embora algo de irrecuperável. Texto perfeito, e esse tom de originalidade e modernidade, tudo junto em um mesmo lugar... Sim, o que me dizes?

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  4. Mil perdões ao Chico, mas a sua felina deixou pequena a Rita!
    Bárbaro!

    beijoss

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  5. MARAVILHA!

    "Só,
    sem riso
    e nunca mais vi a vilã e o violão!

    :o)

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