terça-feira, 15 de janeiro de 2013

eu ainda queria alcançar a sua mão



a foice, o sol
e o amor esvaindo-se
em onda revolta

a foice, o sol
e a corrente de um rio
em ciranda de roda

à beira de uma nascente
onde o teu canto é flauta doce
como se tarde não fosse

e o imprevisível dizendo "bom-dia"
à espera desse trem
para levar-me aos teus braços.

4 comentários:

  1. O imprevisível encanta e seduz ou amedronta. Mas ele " dizendo 'bom-dia' " ao poeta, não aumenta a vontade de chegar aos "braços" sonhados? (rsrsrs)

    Belo poema, nobre poeta!

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  2. como se tarde não fosse...
    e do amor nunca saberemos quando, onde, por que?
    Belo poema, sim senhor...

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  3. Esse caminhar, quase corrida, uma queda que se quer nessa foice nesse sol que se esvaem nos remoinhos de rios de vontade num estender de mão.

    O trem está ganhando velocidade...boa viagem.

    beijo

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